Como Estudar para Concurso para Você Ser Aprovado

como estudar para concurso as 5 habilidades que voce precisa dominar para ser aprovado

Você sabe como estudar para concurso público?

Passamos 20 anos escaldantes de nossa vida estudando e ninguém ensina a melhor forma de aprender.

No colégio e na faculdade a falta de método de estudo dá agonia.

Mas, conhecer as técnicas de estudo é crítico para a sua aprovação em concursos.

Pense como é difícil resgatar um assunto que você estudou há 3 meses.

Como se sentir seguro em estudar meses para uma única avaliação decisiva.

Antes de continuar a leitura, responda.

  •  Você estuda como se tivesse no século passado?
  •  Você não sabe por onde começar porque está perdido?
  •  Você sai da prova desolado porque sabia que poderia ir melhor?
  •  É uma luta começar a estudar mesmo sabendo que é importante?
  •  Você perde a concentração logo depois que começa a estudar?
  •  Seu estudo é desorganizado porque você não sabe estudar?

 

Se você respondeu “SIM” para uma destas questões, continue lendo este artigo.

Estudar é terreno fértil para crenças de todo o tipo, mas aprender é ciência.

Eu quero mostrar para você técnicas que podem ter um impacto fantástico em seus resultados como concurseiro.

Como estudar para concurso

As 5 habilidades que você precisa dominar para ser aprovado

  • Criar planos perfeitos para você conquistar os seus desejos.
  • Pensar como a banca para você estudar o que é importante.
  • Dominar as técnicas de estudo para você arrasar nas provas.
  • Usar técnicas de motivação para você focar em seus objetivos.
  • Obter o máximo do seu cérebro usando o que a ciência sabe.

 
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#1 Como Fazer o Melhor Plano de Estudo

O objetivo de estudar para concursos é conquistar a aprovação e não ser especialista em uma disciplina.

Virar mestre em um assunto pode ser uma estratégia perigosa.

Parece um contrassenso, mas vou explicar.

Muitos concurseiros caem na armadilha de estudarem 5 livros sobre uma disciplina. Outros se matriculam em vários cursos sobre um tópico. Um professor famoso pode atrair você com algum material exclusivo.

E estes materiais extras apresentam novos enfoques e você aprende algo surpreendente. As disciplinas têm conteúdo infinito.

O problema é consumir seu precioso tempo em detalhes de uma disciplina. Tempo que pode faltar para aprender outra.

O concurseiro tende a estudar mais as disciplinas que gosta, têm facilidade e domina.

Dica Ninja: Não deixe o perfeccionismo minar os seus planos. Dedique seu tempo para estudar profundamente algo que goste depois da nomeação, porque sobrará tempo para você.

É comum o concurseiro ser vítima das disciplinas que não gosta. Quase sempre quem não gosta de uma matéria foge dela e depois fica desesperado atrás de um milagre.

A vida de concurseiro é estudar com estratégia sem apego a disciplina. O estudante bem-sucedido foca em arrancar o resultado. Sua ganância é ser aprovado.

Vamos fazer um acordo? A partir de hoje, não existem disciplinas que você não gosta. Pois existem apenas as que você sabe menos.

Por onde começar o planejamento?

Primeiro passo é descobrir qual a pontuação necessária para ser aprovado e ajustar a sua meta para acertar um pouco acima.

Atenção! Essa nota não é a menor pontuação para se classificar, mas é a necessária para a nomeação.

Com base nesta meta você monta uma rotina de estudo inicial. Depois desta fase você se aprofunda nos assuntos usando a técnica de custo-benefício, abordada nos próximos capítulos.

Existem concursos que você precisa acertar 75% da prova e em outros tem que quase gabaritar.

Cada um tem suas peculiaridades. Mas o ponto de partida da estratégia de estudo é conhecer bem as regras do jogo.

Importante: Este artigo adotou que acertar 75% da prova significa 75% dos pontos da prova.

Como saber quais disciplinas são mais importantes

O número de pontos em jogo para uma prova definem a importância de uma disciplina.

Os critérios técnicos para classificar as disciplinas, são:

  •  Nota máxima por prova ou disciplina.
  •  Número de questões por disciplina.
  •  Peso por disciplina na nota final.
  •  Nota mínima por disciplina ou prova.
  •  Sua dificuldade na disciplina.
  •  Seu conhecimento prévio.

 

Você sabe qual a melhor forma de organizar as informações do edital?

Leia o edital e extraia todas as informações do quadro acima para montar sua estratégia de estudo. Se ainda não saiu o edital do concurso use os anteriores como base.

Embora trabalhoso, é um processo importante. Você tem um pensamento crítico sobre a prova desde o início dos estudos.

Para editais sem essas informações é necessário utilizar provas anteriores. É complicado porque você decide a distribuição dos pontos. Se uma questão abordar duas disciplinas coloque os pontos na mais exigida.

Nada melhor que um exemplo para ajudar na compreensão. A tabela abaixo é do edital do concurso de Auditor-Fiscal da Receita Federal de 2014, veja o edital. São duas provas objetivas e uma prova dissertativa.

trechos do edital auditor federal

Estão destacados na tabela o número de questões, peso de cada disciplina e o total de pontos das provas objetivas.

Neste edital as informações referentes a prova discursiva estão nos itens 10.2 e 10.6. São duas questões que valem 30 pontos cada.

Como organizar as informações do edital

A tabela seguinte une as informações das provas objetivas e da prova discursiva.

A coluna em destaque, batizada de “percentual de importância” (PI), retrata o percentual de pontos que cada disciplina representa em relação ao total.

ordenar as disciplinas do edital auditor fiscal por percentual de importancia

As disciplinas D7 – Direito Tributário, D11 – Comércio Internacional e Legislação Aduaneira e D9 – Contabilidade Geral e Avançada têm brutal influência na sua aprovação.

Este edital exige a nota mínima de 40% de acertos por disciplina nas provas objetivas. Você não se classifica se acertar apenas 3 questões em raciocínio lógico, mesmo se gabaritar o resto. É cruel!

Existem outras modalidades de notas mínimas. São por prova ou conjunto de disciplinas que deixam sua estratégia mais flexível. Os próximos tópicos abordarão novos exemplos.

Dica Ninja: Se seu edital ainda não saiu, use vários editais anteriores e calcule uma coluna PI média para que a sua análise fique mais completa.

Como estudar para concurso priorizando disciplinas

Depois de calcular o percentual de importância (PI) de cada disciplina, ordene a tabela com abaixo. O quadro fica perfeito para organizar o seu estudo.

uso do percentual de importancia na sua estrategia de estudo

Imagine um mês com 120 horas livres para estudar, você pode usar o PI para destinar 9 horas para Português e 26 horas para Direito Tributário.

Um uso avançado da tabela é aplicar o seu conhecimento prévio ou facilidade para modificar o PI de forma personalizada.

Refaça a tabela. Você pode diminuir o PI de uma disciplina para alocar em outra mais devastadora.

Por exemplo, se você domina Inglês (PI= 4%) pode estudar menos que Administração Geral e Pública (PI= 4%). Essas horas podem ir para estudar Auditoria (PI= 7%).

Atenção! Inglês pode exigir vocabulário específico, portanto faça muitos exercícios para não ser surpreendido.

Dica ninja: Se você está com dúvida sobre qual concurso prestar, monte uma tabela para cada um. Comece seus estudos pelas disciplinas comuns para você ganhar tempo antes de saírem os editais.

Uma simples técnica para você fazer os melhores planos de estudo

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A técnica mais eficiente de planejar os estudos é a relação custo-benefício. Uma engenharia inspirada no comando de empresas e serviços públicos.

Os gestores decidem quais projetos executar para garantir maior retorno com menor custo.

Agora, imagine que o edital do exemplo anterior a nota mínima fosse para a prova inteira.

Você também está com o tempo comprometido e seu conhecimento em raciocínio lógico é superficial.

Você analisa os tópicos exigidos e concluiu que a disciplina tem um conteúdo gigantesco.

Qual seria sua estratégia?

Uma alternativa é você enfatizar outras disciplinas com mais pontos envolvidos. Você pode atingir um nível de conhecimento maior nestas matérias chaves em menos tempo e garantir uma melhor classificação geral.

A estratégia de abandonar uma disciplina inteira é brutal. Mas, a técnica de custo-benefício é perfeita para planejar o estudo de cada tópicos das disciplinas.

Dica ninja: Como os conteúdos programáticos são extensos, use a relação custo-benefício para ajudar você a decidir o que focar. Com o tempo você consegue avaliar quanto tempo demora para estudar um tópico e qual a chance dele cair na prova.

Você também pode ser o rei da estratégia

Imagine outra situação no edital anterior. A banca resolve acrescentar a disciplina D12 – Direito Civil na prova objetiva de conhecimentos gerais. São 5 questões sem nota mínima e peso 1.

Você analisa o conteúdo e descobre que é imenso e não conhece a disciplina.

Refaz a planilha e a coluna “percentual de importância” vale 2%, jogando a disciplina para o fundo da tabela.

Através do critério da relação custo-benefício você descarta a matéria e a coloca na seção “como chutar” das técnicas de fazer prova.

E tudo certo! Talvez não!

A banca organizadora pode elaborar questões fáceis e gerais. São poucos pontos envolvidos sem espaço para criatividade.

Fácil e geral são palavras mágicas para todo concurseiro.

Com poucas horas de estudo você pode conseguir ter um entendimento básico sobre o assunto que garantem alguns pontos.

Neste caso o benefício é pequeno, mas o custo, de algumas horas, é menor ainda.

Essa dica de ouro é do Alexandre Meirelles em “Como Estudar para Concursos”.

Dica ninja: Antes de sair o edital não dá para ter certeza do conteúdo programático. Inicie sua preparação pelas disciplinas básicas porque são as que menos sofrem alteração.

Como estudar para concurso para ter mais sorte

sorte escrito com ferradura e sete

Eu não sou supersticioso e nem discuto se existe sorte ou destino. O importante é seu planejamento de estudo considerar o imponderável. Você não tem controle sobre todas as variáveis.

Se você fizer duas provas com o mesmo nível pedagógico é provável que suas notas sejam diferente.

Não são grandes variações. Em torno de 10% para cima ou para baixo na sua nota final. Tem autor que acredita que pode chegar a uma variação de 30%.

E esses erros não são do tipo “Ah! Eu estava muito cansado no dia” ou “caiu só o que eu não estudei”.

Preparação para concursos não é restrito ao estudo. Incluem um conjunto de atitudes, comportamento e treino para as adversidades. Não dá para colocar tudo na conta do azar.

Mesmo assim, como ficam os 10% para cima ou para baixo?

Se a nota mínima para passar é de 70% de acertos, você tem que se preparar para tirar 80%. Mesmo se der azar você será aprovado.

Você precisa ser um gênio para passar em concursos?

É importante neste ponto desvendar um dos maiores mitos dos concursos. Os aprovados são pessoas normais com uma qualidade especial. A atitude para mudar de vida.

Passar em concursos é resultado do seu compromisso com ações futuras. Não da sua inteligência ou do seu passado como estudante.

Os concursos exigem conhecimentos específicos e profundos e todos tem que se preparar.

A grande vantagem de quem sempre estudou é manter o ritmo. É ter a disciplina para manter a concentração e o foco. Mas, o concurseiro formado em Direito ou em Ciências Contábeis não tem passe livre em várias de disciplinas.

Quando você for aprovado também vão falar que um gênio!

Um grupo de pessoas que manda bem em concursos são os militares. Eles têm disciplina e foco. Isso sim é um diferencial.

Você não precisa de um treinamento militar para vencer a guerra dos concursos. As técnicas de estudo são as armas da sua jornada de concurseiro.

Estas técnicas eliminam suas frustrações como estudante e te colocam no caminho das suas metas. Elas aceleraram sua aprendizagem e mantêm o seu foco, disciplina, motivação e ritmo.

 

#2 Quer Adivinhar o que Cai na Prova?

concurseira vestida de vidente com bola de cristal adivinhando o que cai na prova

Resolver exercícios da banca organizadora da prova é milagroso. Não é um complemento do estudo. É uma das mais importantes táticas de estudo para a sua aprovação.

Cada banca organizadora tem sua visão sobre os assuntos e um perfil para elaborar as questões.

Para você ter sucesso tem que pensar como a banca organizadora e entender o que é importante para ela. Saiba mais em Como Passar em Concurso Público Estudando o que É Importante.

Não é raro os membros de uma banca seguirem doutrinas diferentes de outros. Cada uma cria as suas interpretações sobre um tema.

E agora, quem você seguirá?

Exercícios também têm validade

Cuidado com exercícios que tenham mais de 3 anos de idade. Matérias que envolvem legislação sofrem alterações e ficam desatualizadas.

Mesmo o estilo das questões ficam ultrapassados com o tempo. Tem questão que sai de moda.

E se existirem poucas provas específicas do seu concurso da banca?

Utilize provas da banca elaboradas para outros concursos. Selecione as disciplinas semelhantes com o mesmo grau de dificuldade.

As questões de concursos que exigem nível médio são básicas para outros que exigem nível superior. O contrário também é válido.

Atenção! Não faça exercícios sem gabarito. E bons gabaritos. Caso contrário corre o risco de estudar errado.

Um exemplo de sucesso

O professor Gustavo Barchet ficou em 32º no concurso para Delegado de Polícia Federal em 2002. Eram 50.000 candidatos para 500 vagas.

Para quem não o conhece, ele é um renomado professor e autor de Direito Administrativo e Constitucional.

Para este concurso, ele elaborou um projeto de estudo o mais enxuto possível, porque ele não tinha muito tempo. O edital foi publicado cerca de 3 meses antes da prova.

O professor Barchet superou muitos candidatos com conhecimento profundo.

Sua estratégia foi escolher material de alta qualidade e sintético. Também resolveu muitos exercícios de provas anteriores da banca. Utilizou como material cerca de 40 provas anteriores.

Ele dividiu seu o tempo em 60% de estudo teórico e 40% de resolução de exercícios.

O professor Barchet sabe como estudar para concurso. Ele aprendeu a pensar como a CESPE

*http://concurseirasolitaria.blogspot.com.br/2011/08/depoimento-de-um-ex-concurseiro-gustavo.html

 

Como estudar para concurso

Usar marca texto em trechos importantes não garante que você aprenda o assunto. E pior, além de não ser eficaz, você pode se enganar na avaliação do que memorizou.

A “ilusão de competência” ocorre quando você estuda sem interação. É como assistir a um filme, você consome o conteúdo e não faz nada para fixá-lo.

Não se aprende lendo exercícios resolvidos.

Você observa por horas uma pessoa tocar violão e até decora todos os seus movimentos.

Ainda assim você não será um músico.

Precisa praticar para conseguir desenvolver as habilidades necessárias.

 

Para aprender é necessário resolver muitos exercícios.

Quando você pratica sozinho a solução passa a ser sua. Você encara as dificuldades dos conceitos e cria padrões mentais. Estes são a base do aprendizado.

A memória armazena a informação quando ela persiste na mente. Ao resolver exercícios a mente recorda a teoria e grava o conhecimento de outra forma. Cada recordação gera pequenos ganhos neurais.

Dica Ninja: Aqui no blog tem um artigo especial para você. Você descobrirá quais são as técnicas indispensáveis para você estudar para concurso. Aliás, você se surpreenderá que existem técnicas que você usa e não são eficientes.

avalicao das 10 tecnicas de estudo mais populares

E se errar os exercícios? Ótimo! São os erros que corrigem o seu pensamento. Eles mostraram que os fundamentos não estão entrando no seu cérebro.

Por que você deve repetir para aprender melhor?

Se estiver estudando um assunto novo é legal ler e reler várias vezes até memorizar?

Não! O cérebro não funciona assim.

Várias pesquisas comprovaram que repetir 20 vezes um conceito na mesma noite não melhoram as suas notas.

É a repetição espaçada que está em harmonia com a aprendizagem.

A memorização é um processo sequencial que combina evolução e revisão.

eficiencia do intervalo na memorizacao

 

Você entra em contato com um assunto, aprende os conceitos e fixa o conteúdo com exercícios. Depois recorda o que aprendeu.

No gráfico acima, o rendimento na prova foi bem superior para releituras que aconteceram 4 dias depois do primeiro contato com o material.

A cada passo que avança as revisões e os tópicos anteriores ficam mais distantes.

Um excelente estudante é capaz de identificar que já aprendeu um assunto.

Depois de aprender um assunto você pode evoluir para outros tópicos novos ou mais complexos.

Como saber que já sabe um assunto? Adivinha!

A melhor forma de saber se aprendeu é testar os seus conhecimentos com exercícios. Eles devem estar presentes em todas as fases da sua preparação.

Quando você começa a estudar uma disciplina a teoria consome o seu tempo.

Com o progresso de seus conhecimentos a resolução de exercícios ganha importância.

O ideal é chegar próximo às provas estudar apenas exercícios e deixar a teoria para as dúvidas.

Overlearning: como fugir desta e outras armadilhas

Overlearning é continuar estudar um tópico após seu entendimento. E como você viu acima, não contribui no conhecimento duradouro.

Da mesma forma, você estudar várias vezes um tópico que já domina não geram grande progresso na sua preparação. Também não ajuda insistir em resolver exercícios parecidos com outras dezenas que você estudou.
Neste estágio você começa a resolver exercícios ou resumir de forma automática. É diferente de estudar novos detalhes de um mesmo assunto, como citado no começo do guia.

Atenção: Estudar uma matéria que você conhece é fácil. Embora você sempre aprenda mais, o tempo investido no estudo não gera a mesma proporção de aprendizado.

Estudar muito um mesmo assunto faz você perder tempo com o que já conquistou. Cria, também, outra forma da “ilusão de competência”. Você acha que está voando baixa na matéria, mas não passou dos conceitos simples.

Para atividades que envolvam coordenação motora a prática repetitiva aumentam as habilidades de execução.

Ficar treinado cobrança de falta ou cestas de três pontos contribuem para os atletas brilharem no jogo.

Em atividades intelectuais, é pensar “fora da caixa” que evolui a mente.

 

Este processo de repetição pode ser importante em situações de stress. Ele cria uma resposta automática aos eventos.

Imagine você apresentar uma palestra de 20 minutos no TED Talk. Quanto tempo você dedicaria para sua preparação? Umas 100 horas de treino?

Dica ninja: Saia do básico! Desafie sua mente. Depois que você entendeu um assunto faça exercícios complexos e expanda seu conhecimento.

Como turbinar suas revisões para voar nas provas

Ao estudar marque os exercícios que julgar importante para entrar na sua lista de revisões. Elas ficarão poderosas. Você relembra a matéria e aprimora as técnicas de resolução.

A elaboração da lista é um procedimento técnico e personalizado.

Elabore uma boa lista com exercícios que resumem o assunto. Acrescente na lista os exercícios que tem uma pegadinha que você não cansa de cair.

Liste também os exercícios que abordam um conceito que você ainda não fixou.

Treine suas habilidades de vidente! Separe exercícios que tem a cara da banca examinadora. São exercícios que aparecem em provas diferentes com pequenas variações.

Você pode descobrir durante as revisões que um exercício já não representa perigo e pode descartá-lo de sua lista.

Atualize sua relação de exercícios e a deixe organizada e acessível. Você ganha tempo nas revisões.

Imagine você ter uma boa lista de exercícios montada com a marcação do tempo necessário para resolvê-la. Tudo disponível para planejar sua última revisão, poucas semanas antes da prova.

Não tem preço!

Atenção! Não está tudo bem errar um monte de exercícios da lista porque você aprende nas correções.

Exercícios que você resolve da relação de revisão tem que ter alto índice de acerto. Você já estudou a matéria e conhece os exercícios.

Taxa de acertos menor que 80% indica que você estudou errado.

Não faça todos os exercícios de uma vez

O Alexandre Meirelles, em sua obra “Como Estudar para Concursos”, vai mais longe no plano de revisão.

Ele orienta os seus leitores a usarem apenas uma parte dos exercícios depois de estudar a teoria. Uma quantidade mínima de exercícios para a fixação do assunto.

Você resolve o restante quando continuar os estudos. Pode ser quando estudar a mesma disciplina em outros dias.

Adiar a resolução de exercícios é uma boa forma de avaliar a memorização. Você também revisa os assuntos relacionados com os exercícios que errou.

Esta técnica otimiza o tempo de estudo e aumenta a fixação.

Imagine que no seu material existam 30 exercícios para resolver de um capítulo. Se você reservar 20 para outros 2 dias o tempo gasto na solução não muda. De quebra revisa o conteúdo.

Em um dia de estudo sensacional você pode rever 3 capítulos.

Dica ninja: Aprenda a memorizar o que você estudou com estas 3 técnicas de memorização.

Como fugir das surpresas da prova

A melhor forma de preparar sua resistência física e mental é simular a prova. Pegue uma prova e resolva como se fosse o dia do concurso.

É verdade que a pressão e a ansiedade de uma avaliação exigem técnicas específicas de autocontrole. Mas, ficar familiarizado com o ambiente de prova rendem pontos cruciais.

Nos simulados você aprimora suas técnicas de resolução de prova, como:

  • Iniciar a prova pelas disciplinas que exigem mais raciocínio:

    Porque uma mente descansada faz milagres.

  • Controlar o tempo para você não ficar preso em uma questão:

    Não deixe de resolver 4 questões por causa de uma muito trabalhosa.

  • Dominar as técnicas de chute para salvar pontos nas provas:

    Mas, chutar pode te decepcionar devido o baixo índice de acertos.

  • Controlar o nervosismo para você não ficar paralisado:

    Aprenda técnicas de respiração com o intuito de relaxar.

 

Cuidado na hora de montar seus simulados. Usar muitas questões que você já resolveu comprometem o teste.

Se não encontrar provas inéditas inteiras, misture avaliações recentes. O importante é ser fiel às disciplinas do concurso e à dificuldade. Respeitar também o tempo de prova e ao número de questões.

Atenção! Faça os simulados depois de amadurecer nos estudos para que seu desempenho seja melhor avaliado.

#3 A Motivação do Homem das Cavernas

O seu sucesso começa pelo final

Estabelecer e perseguir metas é uma habilidade comum das pessoas de sucesso.

É a melhor ferramenta para tornar o seu cérebro uma máquina de resultados.

Você pode estar se peguntando, como começar a estudar para concurso?

O primeiro passo é saber o que você quer.

Quando você tem uma meta, o cérebro será seu aliado para desvendar as alternativas para conquistar o que deseja.

Se quer viver uma vida feliz,
amarre-se a uma meta,
não às pessoas nem às coisas.
Albert Einstein

O cérebro imagina e planeja soluções. Ele analisa as consequências de suas ações e prevê o futuro.

O cérebro é um excepcional GPS interno que busca caminhos para chegar a um destino que é a meta.

As metas são o combustível da motivação.

Quando você visualiza um resultado as informações sensoriais carregam a sua mente. Elas geram empolgação para atingi-la.

A meta de passar as férias na praia recria as sensações. Dá para sentir a brisa do mar, o gosto da cereja gelada e a liberdade dos pés na areia.

Como deixar as suas metas infalíveis

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As metas têm que refletir um pensamento positivo. Sua mente não se empolga com uma ideia negativa.

Em vez de criar a meta para “não ser sedentário”, é mais motivador criar outra de “caminhar todas os dias 45 minutos antes do serviço”.

É indispensável definir prazo. Meta sem prazo é sonho.

Se você não quiser fechar uma data marque esta ideia no caderninho do “quem sabe um dia” e vá fazer outra coisa.

O trabalho se expande de modo
a preencher o tempo disponível
para a sua realização.
Saiba mais sobre a Lei de Parkinson

Você define a meta como algo concreto e específico. Isso facilita a sua mente usar o sistema de planejamento automático.

“Quero ser rico” não estimula seu cérebro simular o caminho.

“Quero economizar 50 mil até 31 de dezembro” permite sua mente gerar planos específicos para alcançar.

Considere nas metas resultados que estão sob seu controle.

Em vez de criar uma meta “quero chegar entre os 10 primeiros na corrida do comerciário em maio”, é melhor você criar uma focada nos treinos.

Com base em tudo isso, é uma boa meta “passar no concurso x em y meses”?

A meta de passar em concursos públicos é complexa.

É difícil desenhar planos e estipular prazos. Por outro lado é um ótimo objetivo.

Para este objetivo você pode traçar várias metas rumo à sua aprovação.

Estas metas intermediárias ajudam você a definir o seu planejamento e te manter motivado.

Por que você deve dividir as metas?

A percepção do progresso afeta a motivação humana para atingir uma meta.

A mente é impulsiva, se você está longe da meta a preguiça domina, se está perto a ganância assume o controle.

Dica ninja: Defina metas intermediárias precisas para os próximos 30 dias. Do mesmo modo quebre-as para alguns dias. Sua motivação e eficiência será maior quando estiver para terminar cada fração da meta.

Um experimento interessante usou cartões de fidelidade de uma cafeteria.

Os clientes ganhavam um cartão com 10 espaços e cada vez que iam a cafeteria ganhavam um selo. Dez selos davam direito a um café.

Um outro grupo de clientes recebeu um cartão com 12 espaços e dois selos já colocados. A justificativa era de “uma promoção para o dia”.

Os resultados surpreenderam os pesquisadores. Os clientes com cartões com 12 espaços frequentaram mais na cafeteria.

Mesmo sendo necessárias 10 visitas para o prêmio.

Também observaram que quanto mais selos ganhavam mais rápido retornavam.

Este truque é o Gradiente de Meta, útil para você aumentar o empenho para atingir um resultado na reta final.

*http://home.uchicago.edu/ourminsky/Goal-Gradient_Illusionary_Goal_Progress.pdf

 

O que o homem das cavernas pode ensinar sobre a motivação

A motivação é um estado emocional. Pensar “devo ficar motivado com isso” não será suficiente para realizar tudo com prazer.

Imagine você há 50 mil anos. Num dia como qualquer outro, você sai porque precisa caçar para comer. Anda horas com o sol escaldante. Faz algumas paradas para matar a sede ou buscar uma sombra para uma pequena pausa.

Já cansado da caminhada encontra um antílope. Você é um caçador hábil. Deixa o desânimo de lado e começa a se preparar para o ataque.

Neste momento um movimento nos arbustos próximos denunciam um tigre-de-dente-de-sabre que também se aproxima.

Sua única chance de sobreviver é fugir desenfreadamente. Você corre e só para depois que tem certeza de estar em segurança.

Agora você pode amargar a frustração de comer frutinha no jantar.

A biologia humana hoje é a quase a mesma dos nossos ancestrais. O homem é preguiçoso para economizar energia. Ele se movimenta se for necessário para buscar algo que deseja. E foge, abandonando tudo, ao menor sinal de perigo.

Inspirado em um exemplo de “Manual do CEO”, de Josh Kaufman.

 

E como é hoje em dia?

Hoje nossas decisões não são entre a vida e a morte, mas nosso cérebro não evoluiu para a vida moderna.

Para você se sentir motivado com algum projeto de vida não basta definir algo que deseja. É preciso descobrir se existem motivos ocultos que emitem sinais para você fugir do projeto.

Imagine a situação que você quer estudar e se sente cansado para começar. Uma parte de você deseja estudar e a outra pede descanso.

Com essa discórdia interior você não se concentra nos estudos e nem descansa sem peso na consciência.

Dica ninja do “Manual do CEO”: Para vencer esse impasse você pode programar horários para descansar assim como para trabalhar. Garantir o tempo suficiente para relaxar tranquiliza sua mente e ela libera você para estudar concentrado.

Outro grande inibidor interior é se você teve um desempenho escolar ruim no passado. A mente adora padrões, o que é importante para facilitar a nossa vida. Mas, os padrões podem inibir a leitura dos fatos diante de novos desafios.

Se você vestiu o rótulo de um péssimo estudante, pode concluir que não conseguirá passar em um concurso.

Analise os motivos que levaram você a não estudar na escola ou faculdade.

Você pode aprender tudo. Existem técnicas e métodos para organizar seus estudos, manter o ritmo e aprender rápido. Só depende de você.

Seu sucesso depende da força de vontade

O Dr Walter Mischel fez uma famosa experiência com crianças e doces.

Ele colocava uma criança em uma sala sentada em frente a uma mesa com um doce e dizia antes de sair da sala: “Se quando eu voltar você não tiver comido o doce eu te dou outro”.

O pesquisador retornava à sala minutos depois.

Dá para imaginar as caretas das crianças.

Anos depois os pesquisadores visitaram estas crianças e descobriram a importância da força de vontade. Quem resistiu e não comeu o doce imediatamente, teve sucesso na escola e na vida.

Elas tinham maior força de vontade para adiar as recompensas imediatas (comer o doce) para uma aumentarem seus ganhos no futuro (ganhar o segundo doce).

 

A força de vontade é outra característica do sucesso. É nossa capacidade de inibir nossos instintos naturais.

Resistir a uma compra para economizar dinheiro é contrapor a recompensa imediata de olho em um ganho maior no futuro.

Interromper um bate-papo no WhatsApp para começar a estudar é também a força de vontade em ação.

A força de vontade mantém o seu foco nos seus objetivos e metas.

Não gaste sua força de vontade com besteiras

A força de vontade é um recurso com reservas limitadas.

Se gastarmos com uma atividade pode não sobrar para outras.

Não desperdice a força de vontade para se manter concentrado na sua leitura.

Use-a para criar um ambiente livre de interrupções.

Procure um lugar silencioso para estudar, desligue o som, a TV e o celular.

Não se distrair com mensagem que saltam no celular fazem milagres na produtividade.

Outra experiência reveladora submeteu um grupo de 67 estudantes, que tinham pulado uma refeição, a um teste de “percepção de gosto”.

Um a um sentaram em frente a duas tigelas. Uma com cheirosos bolinhos quentinhos e outra com rabanetes.

Uma parte do grupo poderiam comer só os irresistíveis bolinhos recém-saídos do forno. A outra só poderia saborear os “maravilhosos” rabanetes.

Depois de um pequeno intervalo os estudantes fizeram um teste de quebra-cabeça, anunciado como simples.

Mas, na verdade, era teste sem solução.

O resultado da pesquisa é que os estudantes que comeram bolinhos se dedicaram em média quase o dobro do tempo ao exercício.

Os comedores de rabanetes estavam com a sua força de vontade esgotada por resistirem aos bolinhos.

Eles não conseguiram energia para se concentrarem na solução do quebra-cabeças.

*https://www.theatlantic.com/health/archive/2012/04/the-chocolate-and-radish-experiment-that-birthed-the-modern-conception-of-willpower/255544/

 

#4 Qual o Melhor Horário para Estudar?

Os cientistas observaram a atividade cerebral e identificaram qual o melhor horário para estudar e descansar.

horario mais produtivo para estudar descansar dormir

O ideal são 8 horas de sono das 22 horas às 6 horas.

O infográfico resume o que os pesquisadores descobriram. Existem dois períodos de 4 horas com alta produtividade nos estudos. Das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas.

O período das 18 às 21 horas é ideal para revisões.

Depois de 12 horas de atividade o cérebro estimula a criação de sinapses para gravar o que aprendeu durante o dia. Os assuntos revisados nestas horas ganham destaque. Eles vão para o processo de memorização.

Depois do almoço a digestão congela o organismo e um cochilo pode ser útil para potencializar a memorização.

Também são necessárias 2 horas para “esquentar a máquina” logo pela manhã. Se você acordar depois da 6 horas desperdiça parte de uma das janelas de alta produtividade.

Os pesquisadores também analisaram o rendimento de pessoas que dormem 5 horas por noite. Elas apresentam dificuldade para memorizar as informações depois das 22 horas. Também ficavam cansadas durante o dia.

As horas que você ganhou na madrugada entram na zona de produção do hormônio do sono. O cérebro fica lento e você perde em torno de 20% na produtividade.

Este cronograma é útil para quem não trabalha, tirou férias para estudar ou para os dias de folga.

Como estudar para concurso se eu trabalho?

Para quem trabalha o sacrifício é maior e são 3 as formas comuns de organizar o estudo durante a semana:

  • Chegar em casa e já começar a estudar: Você pode ficar no emprego para estudar e sair mais tarde sem trânsito.
  • Estudar antes de dormir: Cuidado para não ficar até muito tarde e o sono prejudicar seu rendimento.
  • Dormir cedo para acordar de madrugada e estudar: Ótimo para quem acorda cedo com um bom humor inacreditável.

 

Estas duas últimas formas são boas para quem chega estressado em casa e se sente incapaz de estudar. Teste e encontre o seu jeito para produzir mais resultados.

O seu rendimento é melhor de madrugada?

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O SOS Concurseiro, em publicação no UOL, identificou em uma enquete que 53% dos estudantes preferiam estudar à noite ou na madrugada.

A justificativa é a mesma. Se sentem mais concentrados na tranquilidade da madrugada.

Dica ninja: Antes de definir seu horário faça testes. Estima-se que 10% das pessoas têm o relógio interno diferente do horário social.

Você pode achar que tem produtividade maior à noite, mas são os efeitos do excesso de estímulos no seu organismo ou da falta de rotina. É difícil dormir cedo quando se acorda depois das 9 horas.

Na faculdade eu fiquei dias dormindo pouco. Eu varei noites estudando, troquei o dia pela noite e tomei muito café e pó de guaraná.

Mas hoje, tenho certeza que o meu rendimento de manhã é insuperável.

Atenção! Privação de sono quebra o rendimento não só para os matutinos, mas também para os vespertinos.

Por falar em testar.

Você é matutino ou vespertino?

Faça esse teste online.

teste para saber se voce e do dia ou da noite

#5 Como Tirar o Máximo do Seu Cérebro

Para manter a concentração engane o seu cérebro com o truque de dividir o tempo de estudo em pequenos intervalos.

A técnica mais conhecida é a Pomodoro. Períodos de concentração cronometrados de 25 minutos com intervalos, também controlados, de 5 minutos.

Depois de 4 ciclos efetuar uma parada maior de 15 a 30 minutos.

Você pode experimentar outros ciclos de 1 hora ou 50 minutos, que se mostrem adequados ao seu ritmo ou o tempo disponível.

Dica ninja: Não acredito que ciclos superiores a 2 horas sejam produtivos, porque a mente fica muita cansada.

Os ciclos cronometrados concentram energia e atenção em uma única atividade.

Você elimina o conflito de achar que não terá tempo para descansar.

Você estuda rápido porque o gradiente de meta estimula uma arrancada final. Você quer terminar uma atividade dentro do tempo estipulado.

Você consegue eliminar as interrupções porque se desliga do mundo com a segurança de não perder nada. Já está estabelecido o momento que você tem folga para fazer tudo que é não estudar.

Com as folgas cronometradas você não vaga no Facebook por meia hora sem perceber.

esquema da tecnica de produtividade pomodoro

Combata a procrastinação com o Pomodoro

Trabalhar com ciclos ajuda a combater a procrastinação. Focar no processo é muito mais fácil que nos resultados.

Você foge dos seus compromissos porque o cérebro evita o desconforto. Lembra do homem das cavernas?

Pensar que você tem que responder 5 exercícios ou ler 10 páginas de um livro é a causa da dor. Para enganar o cérebro confie a ele a responsabilidade de cumprir o processo.

“Eu vou passar 40 minutos focados nos estudos” ou “Agora só faltam 20 minutos…é pouco tempo eu consigo”.

O processo de estudar com ciclos cronometrados são hábitos simples. E o cérebro adora hábitos porque não precisa de raciocínio para a execução.

Acerte os ponteiros do seu dia para render mais

Distribua as atividades sincronizando o esforço cognitivo com seu estado de espírito. Destine os momentos de maior concentração para estudar matérias novas.

Deixe os momentos de maior cansaço para elaborar resumos e revisões ou resolver exercícios.

É um desperdício de tempo resumir tópicos quando você está no pique.

Para quem trabalho o dia inteiro, talvez é melhor resolver exercícios quando chega do serviço. Experimente estudar conteúdos novos nos finais de semana.

Teste e descubra qual a distribuição de atividades é mais produtiva.

Como se concentrar nos estudos

A base da memorização e do rendimento nos estudos é a concentração.

Ler um livro sem concentração e como acordar no meio de uma viagem e não saber onde está e nem como chegou lá.

Os principais focos da desconcentração são: desorganização, pressa, preguiça, ansiedade e estresse.

A falta de concentração tem origem também em noites mal dormidas ou na alimentação inadequada.

A concentração é uma escolha que depende da preparação do ambiente interno e externo.

Veja este vídeo que o Renato Alves apresenta a principal causa das distrações. Ele também desvenda a chave da concentração.

Como organizar os estudos para empolgar o cérebro

A melhor forma de organizar seu estudo é intercalar as disciplinas. É cansativo e monótono estudar uma disciplina até esgotar. A variação faz bem ao cérebro e evita que você se dedique conforme o seu gosto.

Trace uma meta semanal de horas de estudo por disciplina fundamentada na sua estratégia. No começo dos estudos selecione poucas matérias para manter alta a produtividade. Depois que engrenar acrescente disciplinas.

Em um dia proveitoso, com 6 horas para estudar, você pode encarar 3 disciplinas reservando mais horas para um tópico importante.

Quando sentir segurança, aumente o número de disciplinas para até 5 com uma redistribuição mais igualitária das horas.

Para dias com menos horas, se ficar difícil repartir, estude uma única disciplina. Evite estudar essa disciplina dias seguidos.

Por exemplo, se você tem 3 dias com 2 horas cada, estude dois dias de Contabilidade e 1 dia no meio de Direito Administrativo.

Quando você tem várias horas para estudar, como um fim de semana prolongado, pode estudar dias seguidos uma disciplina importante. Neste caso, é interessante intercalar com outras em cada dia.

Dica ninja: Alterne o grupo de disciplinas de humanas (como Direito Tributário, Constitucional e Administrativo) com o grupo de exatas (como Raciocínio Lógico, Matemática Financeira e Estatística).

Como controlar o tempo nos estudos

A unidade para contabilizar o estudo é “hora líquida”. Nada desse negócio que estudou das 8 horas às 17 horas. Meça as horas com precisão e desconte as distrações e as interrupções.

O que não pode ser medido não
pode ser gerenciado
William Edwards Deming.

Nem adianta dizer que você perde tempo com controles. Você pode anotar à mão ou em uma planilha ou usar aplicativos. O que não falta são recursos incríveis.

Monitorar o que afeta seu rendimento é ganho direto na produtividade.

O William Douglas narrou em seu livro “Como Passar em Provas e Concursos”, que seus alunos perdiam tempo esperando dar hora cheia para estudar.

Os controles permitem que você planeje seus estudos com precisão e evite frustrações por não alcançar as metas.

Indicadores como tempo para ler um capítulo ou fazer uma bateria de exercícios estariam à mão.

Próximo as provas você destinaria o tempo necessário para uma revisão ou para resolver as listas de exercícios.

A marcação do tempo é uma informação básica para você se organizar. Você aumenta sua cobrança, estuda com afinco e elimina as interrupções.

Como estudar para concurso e fazer o estresse um aliado

A lei Yerkes-Dodson define como o estresse conduz você ao máximo de desempenho.

curva que relaciona nivel de pressao e rendimento

Para níveis baixos de pressão, estímulos, ansiedade ou cobranças você entra no estágio de tédio. Seu desempenho será fraco.

Se ultrapassar o ponto máximo de ansiedade a sua mente trava. Seu desempenho fica comprometido e em casos críticos você pode ficar doente.

Veja este vídeo em que o Renato Alves apresenta 3 poderosas dicas para você tornar a ansiedade sua aliada.

O inestimável valor da biblioteca de conhecimentos

Estudar é como praticar exercícios. No início a evolução parece lenta, mas a cada passo fica mais fácil e rápido aprender.

A mecânica do aprendizado é ligar fragmentos de informações em torno de um mesmo conceito, significado ou uso.

É como montar as peças de um quebra-cabeça. E essa união tem uma presença física, as ligações eletroquímicas dos neurônios.

Este conjunto de informações formam os blocos de memória. Eles podem se agruparem com outros formando um caminho lógico na cabeça. Uma única palavra desencadeia uma série de informações complexas.

Os blocos de memórias compõem uma imensa biblioteca de informações correlacionadas. Todo este conhecimento fica disponíveis para a recuperação no momento que você precisar.

Esta biblioteca metal facilita a compreensão de diversos conceitos. Os conhecimentos de uma disciplina ajudam no estudo de outras.

Conceitos de física facilitam o entendimento de administração e economia.

Suas habilidades de hierarquizar as informações facilitam o aprendizado de organogramas da administração pública.

Em pouco tempo sua mente é capaz de reconhecer padrões e avaliar as informações importantes.

Você simplifica o entendimento dos problemas e aprende mais rápido.

Não seja enganado pela evolução nos seus estudos

Quanto mais estudamos mais fácil e rápido aprendemos. Mas, não confunda este ganho com a quantidade de acerto em uma prova.

Começar a estudar uma disciplina e sair do estágio de “não conhecer nada” para acertar 50% em um simulado pode ser rápido.

E isso pode induzi-lo a um erro de interpretação.

Supondo que em seu concurso a nota de corte dos aprovados é 75% de acertos da prova. Como você está no nível de 50 % pode achar que está próximo.

Acertar 50% de uma prova significa que você conquistou as questões fáceis e que existem em quase todas provas de concurso.

Agora, para você passar no concurso terá que acertar muitas questões difíceis.

Passar de 50% de acertos para 75% pode exigir mais estudo do que atingir os primeiros 50%.

Quanto maior for o seu percentual de acerto é mais difícil aumentá-lo.

Conclusão

O caminho da aprovação é como uma fila para pegar um trem.

Esta fila é formada pelos candidatos não por ordem de chegada. É formada pelo quanto de bagagem eles possuem. Embarca primeiro quem tem mais bagagem.

A fila tem seu um fluxo natural. Ela anda cada vez que tem um concurso ou porque as pessoas desistiram de embarcar.

A forma de furar a fila é adquirir mais bagagem no menor tempo.

Quando você usa as técnicas de preparação correta você avança muitas posições. Elas envolvem métodos do planejamento, de estudos, de memorização e como fazer provas.

E se não passar, é o fim do mundo?

Se não passar. Parabéns! Você entrou para o clube formado por muitas pessoas de sucesso. Quase todos os primeiros colocados em concursos difíceis tiveram alguma reprovação no currículo.

Falha não é fracasso é o caminho para a vitória.

Agora diga você! Como estudar para concurso?

Me diga o que você achou deste artigo, vou adorar conversar com você.

Como estudar para concurso

As 5 Habilidades que Não Podem Faltar na Sua Preparação

  • Seu plano de estudo é o melhor para você aprender? Explore como o seu cérebro funciona para memorizar a enorme quantidade de disciplinas. Faça planos de estudo que respeitem a sua curva de aprendizagem para que você garanta a fixação definitiva das matérias.
  • Você guarda no lugar certo o que estudou? Aprenda a tirar o que é importante dos textos. Leia, estude e organize as informações no cérebro para que você recupere tudo na hora da prova.
  • As metas são claras e motivam você? Use os métodos certos para manter o foco e a disciplina. Crie metas para combater a procrastinação. Use as técnicas certas para espantar a ansiedade. Por mais que você estude, a preparação emocional é indispensável.
  • Usa as melhores técnicas de estudo e memorização? Aumente a velocidade de seu aprendizado sem ficar esgotado. Não desperdice seu tempo e dinheiro com livros, apostilas e cursos porque não conseguiu aprender a nada.
  • Você cumpre toda a rotina da memorização? Elabore resumos eficientes. Programe suas revisões para a manutenção do conhecimento. A quantidade de matéria memorizada é resultado do que você faz depois que estudou.

 

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